Fachin abre inquérito contra ministros e outros políticos, diz jornal

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (SFT), determinou abertura de inquéritos contra nove ministros do governo Temer, além de 29 senadores e deputados federais, segundo antecipou reportagem do Estado de S. Paulo. Fachin é o relator da Operação Lava Jato no STF.

Os inquéritos foram abertos a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, baseados nas delações de 78 executivos e ex-executivos ligados à Odebrecht. Estão incluídos nos inquéritos um ministro do Tribunal de Contas da União, três governadores e outros 24 políticos. 

A decisão ainda não torna os envolvidos réus - essa decisão tem que ser tomada pelo STF e ainda não tem data marcada para acontecer.

De acordo com a reportagem, o presidente Temer é citado em pedidos de abertura de inquéritos, mas não está entre os investigados, pois a Constituição proíbe investigação de presidentes no cargo por crimes anteriores ao mandato. Já os ex-presidente Lula e Dilma Rousseff não têm mais direito ao foro privilegiado.

Veja abaixo a lista dos investigados, conforme divulgado pelo "Estado".

MINISTROS

Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), Relações Exteriores
O ministro informou que só se manifestará ao ter conhecimento e acesso ao inquérito

Blairo Maggi (PP), Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Bruno Araújo (PSDB), Cidades

Eliseu Padilha (PMDB), Casa Civil

Gilberto Kassab (PSD), Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações

Helder Barbalho (PMDB), Integração Nacional

Marcos Pereira (PRB), Indústria, Comércio Exterior e Serviços

Moreira Franco (PMDB), Secretaria-Geral da Presidência da República

Roberto Freire (PPS), Cultura

SENADORES

DEM

José Agripino Maia (DEM-RN)
Em nota, o senador disse não conhecer o teor da denúncia e afirma que ficará à disposição da Justiça

Maria do Carmo Alves (DEM-SE)

PCdoB

Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM)

PMDB

Eunício Oliveira, presidente do Senado (PMDB-CE)
O presidente do Senado divulgou nota afirmando que "a Justiça brasileira tem maturidade e firmeza para apurar e distinguir mentiras e versões alternativas da verdade"

Renan Calheiros (PMDB-AL)
Em nota, afirmou que acredita que os inquéritos serão arquivados por falta de provas

Romero Jucá (PMDB-RR)
Outro lado: em nota, o senador Jucá disse que sempre agiu dentro da lei e que está à disposição da Justiça.

Edison Lobão (PMDB-MA)

Marta Suplicy (PMDB-SP)

Kátia Abreu (PMDB-TO)

Eduardo Braga (PMDB-AM)

Valdir Raupp (PMDB-RO)
Em nota, a assessoria de Raupp disse que o senador vai provar que as doações legais ao partido foram "declaradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral".

PP

Ciro Nogueira (PP-PI)

Ivo Cassol (PP-RO)

PSB

Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE)
A defesa de Bezerra Coelho disse que não teve acesso à investigação e que está à disposição das autoridades.

Lidice da Mata (PSB-BA)

PSD

Omar Aziz (PSD-AM)

PSDB

Aécio Neves (PSDB-MG)
Aécio afirmou em nota que é importante o fim do sigilo sobre as delações para poder "desmascarar as mentiras e demonstrar a absoluta correção de sua conduta"

Antonio Anastasia (PSDB-MG)

Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)

Dalirio Beber (PSDB-SC)
O senador Beber disse ter recebido "com surpresa" seu nome entre os investigados e disse não saber ainda o que lhe foi atribuído. "Rechaço com veemência toda e qualquer denúncia de prática de ilícitos", afirmou em nota.

Eduardo Amorim (PSDB-SE)

José Serra (PSDB-SP)

Ricardo Ferraço (PSDB-ES)

PT

Paulo Rocha (PT-PA)

Humberto Costa (PT-PE)
Costa afirmou que espera ter acesso aos documentos e que vai se defender na Justiça

Jorge Viana (PT-AC)
Viana diz que suas campanhas foram feitas dentro da lei e que agora a crise política vai se aprofundar "porque todo o sistema político brasileiro está em xeque."

Lindbergh Farias (PT-RJ)

PTC

Fernando Collor de Mello (PTC-AL)

DEPUTADOS

DEM

Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara

José Carlos Aleluia (DEM-BA)
Aleluia afirmou que só recebeu doações legais em suas campanhas. "Estou tranquilo e convicto de que esse procedimento deverá ser arquivado", afirmou.

Felipe Maia (DEM-RN)

Onyx Lorenzoni (DEM-RS)

Rodrigo Garcia (DEM-SP)

PCdoB

Daniel Almeida (PCdoB-BA)

PMDB

Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE)

Pedro Paulo (PMDB-RJ)

Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA)

Daniel Vilela (PMDB-GO)

PP

Mário Negromonte Jr. (PP-BA)

Paulo Henrique Lustosa (PP-CE)

Cacá Leão (PP-BA)

Dimas Fabiano Toledo (PP-MG)

Júlio Lopes (PP-RJ)

PPS

Arthur Oliveira Maia (PPS-BA)

PR

João Carlos Bacelar (PR-BA)

Milton Monti (PR-SP)

Alfredo Nascimento (PR-AM)

PRB

Celso Russomano (PRB-SP)

Beto Mansur (PRB-SP)

PSB

José Reinaldo (PSB-MA), por fatos de quando era governador do Maranhão

Heráclito Fortes (PSB-PI)

PSD

Fábio Faria (PSD-RN)

Antônio Brito (PSD-BA)

PSDB

Jutahy Júnior (PSDB-BA)

Yeda Crusius (PSDB-RS)

João Paulo Papa (PSDB-SP)

Betinho Gomes (PSDB-PE)

Outro lado: em nota, o líder do PSDB na Câmara, Ricardo Tripoli (PSDB-SP), disse "o fim do sigilo das investigações permitirá que os citados exerçam plenamente o direito de defesa e que a verdade, enfim, prevaleça" e que é fundamental "que o trabalho das instituições não paralise o país."

PT

Marco Maia (PT-RS)

Carlos Zarattini (PT-SP)

Nelson Pellegrino (PT-BA)

Maria do Rosário (PT-RS)

Vicente "Vicentinho" Paulo da Silva (PT-SP)

Vander Loubet (PT-MS)

Zeca Dirceu (PT-SP)

Zeca do PT (PT-MS)

Vicente Cândido (PT-SP)

Arlindo Chinaglia (PT-SP)

Décio Lima (PT-SC)

PTB

Paes Landim (PTB-PI)

SD

Paulinho da Força (SD-SP)

GOVERNADORES

Alagoas: Renan Filho (PMDB)

Rio Grande do Norte: Robinson Faria (PSD)

Acre: Tião Viana (PT)

TCU

Vital do Rêgo Filho, ministro
O ministro disse que ainda não teve acesso ao pedido de investigação e que está à disposição das autoridades. Afirmou confiar que "será comprovada a falta de relação entre ele e os fatos investigados."

PREFEITOS

Rosalba Ciarlini (PP), prefeita de Mossoró (RN) e ex-governadora do Estado

DEMAIS POLÍTICOS E OUTROS

Valdemar da Costa Neto (PR)

Luís Alberto Maguito Vilela, ex-Senador da República e Prefeito Municipal de Aparecida de Goiânia entre os anos de 2012 e 2014

Edvaldo Pereira de Brito, então candidato ao cargo de senador pela Bahia nas eleições 2010

Oswaldo Borges da Costa, ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais/Codemig

Cândido Vaccarezza (ex-deputado federal PT)

Guido Mantega (ex-ministro)

César Maia (DEM), vereador e ex-prefeito do Rio de Janeiro e ex-deputado federal

Paulo Bernardo da Silva, então ministro de Estado

Eduardo Paes (PMDB), ex-prefeito do Rio de Janeiro

José Dirceu

Deputada Estadual em Santa Catarina Ana Paula Lima (PT-SC)

Márcio Toledo, arrecadador das campanhas da senadora Suplicy

Napoleão Bernardes, Prefeito Municipal de Blumenau/SC

João Carlos Gonçalves Ribeiro, que então era secretário de Planejamento do Estado de Rondônia advogado Ulisses César Martins de Sousa, à época Procurador-Geral do Estado do Maranhão

Rodrigo de Holanda Menezes Jucá, então candidato a vice-governador de Roraima, filho de Romer Jucá

Paulo Vasconcelos, marqueteiro de Aécio

Eron Bezerra, marido da senadra Grazziotin

Moisés Pinto Gomes, marido da senadora Kátia Abreu, em nome de quem teria recebido os recursos

Humberto Kasper

Marco Arildo Prates da Cunha

Vado da Farmácia, ex-prefeito do Cabo de Santo Agostinho

José Feliciano

Fonte: Correio

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